Porque é necessário mitigar as pressões na bacia do Minho?

Porque é necessário mitigar as pressões na bacia do Minho?

As pressões antropogénicas como a construção de barragens e a má regulação da pesca podem ser identificadas como os principais factores que continuam a afectar os peixes migratórios. Contudo, existem outras pressões sobre o habitat do rio Minho que também têm um impacto negativo: descargas nos leitos dos rios, extracções de água, uso recreativo dos corpos de água, variações no caudal devido ao efeito da barragem da Frieira ou alterações na vegetação ribeirinha, por exemplo.

Dentro da atividade 2 “Mitigação da Pressão”, o projeto contemplou as seguintes ações:

  1. Inventário das pressões que afetam os peixes migratórios na sub-bacia internacional do Minho: É realizado na seção internacional do rio Minho e nos rios que são tributários das pressões que afetam os peixes migratórios: descargas, poluição difusa, extrações de água, uso recreativo, pesca fluvial e variações de fluxo principalmente. Isto permite analisar os efeitos das taxas de mudança e outros usos da água na distribuição dos peixes migratórios nos afluentes do rio Minho.
  2. Definição de medidas de gestão comuns para a pesca interior e aconselhamento técnico às autoridades e grupos em matéria de pesca e gestão: A necessidade de critérios comuns entre Espanha e Portugal no domínio da gestão do pescado, a fim de gerir eficazmente a pesca dos dois lados da fronteira, o que se torna possível através da divulgação de informações, reuniões e eventos de sensibilização para as medidas entre as autoridades competentes e as comunidades piscatórias.
  3. Melhoria da vegetação ribeirinha em cursos de água como o Rio Tea: Revegetação de trechos nus das margens do rio e ações para melhorar a mata ciliar, resultando na melhoria do habitat fluvial