Salmão do Atlântico (Salmo salar)

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  • Descrição
  • Habitat
  • Ciclo de vida

É uma espécie migradora anádroma, que ascende os rios para realizar a reprodução.

Similar à truta, o salmão apresenta características próprias que o diferenciam de outras espécies, sendo o mais característico a cor da sua carne, um rosa alaranjado que dá nome à conhecida cor “salmão”.

Também se distingue da truta pelo seu tamanho, já que costuma medir entre 60 e 110 cm e mesmo chegar aos 150 cm (embora na Galiza dificilmente atingem a longitude de 1 m) e pesar até 45 kg, em Espanha à volta dos 20 kg.

Quanto à cor, o salmão muda ao longo da vida em função do médio em que habita. Nasce nos rios e, na primeira etapa da sua vida, tem uma cor azul esverdeada com manchas vermelhas. Na água salgada adquire um tom cinzento azulado e quando voltar aos rios torna-se castanho avermelhado e amarelo esverdeado.

Pode viver até 13 anos.

Nos rios, o salmão prefere as águas frias, bem oxigenadas, de baixa profundidade, corrente moderada alta e substrato de gravilha ou cascalho. Durante a sua etapa reprodutora em água doce não se alimenta.

Os indivíduos jovens permanecem no rio durante dois ou três anos para depois migrar ao mar de forma gregária, geralmente na primavera, onde se alimentam e prolongam um, dois ou três anos a sua fase de crescimento. O ascenso tem lugar a partir de dezembro e a maturação sexual conclui no rio.

  • Estado de conservação
  • Fatores de ameaça
  • Medidas de conservação

O Minho limita a distribuição do salmão do Atlântico a Sul da Europa, onde o seu estado de conservação é alarmante, considerando-se uma espécie “em perigo”.

Os fatores negativos que afectam e põem em perigo a conservação da truta marisca no rio Minho são:

 

  • Descargas e poluição no rio
  • Perda de qualidade da água
  • Construção de barragens e obstáculos no leito do rio
  • Dificuldade para o movimento migratório e o acesso à zona de reprodução
  • Redução do habitat disponível para o desenvolvimento dos juvenis
  • Perda de qualidade hidromorfológica da água (flutuações de caudal, processos de canalização e extração que implica a construção de barragens).
  • Mudança climática.
  • Alteração do habitat pelo aumento da temperatura da água (prefere águas frias) e aumento na variabilidade dos caudais.
  • Pressão pesqueira.

As medidas de conservação são:

  • Controlo das descargas
  • Mudança das escalas do salmão
  • Mantimento dos regimes hidrológicos naturais dos rios
  • Conservação e proteção das áreas de desova
  • Correção das canalizações
  • Proibição da comercialização dos salmões e da sua pesca extrativa
  • Limitação dos repovoamentos